
Lavrov se reúne com ministro das Relações Exteriores de Cuba em Moscou

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, se reúne nesta quarta-feira (18) com seu colega cubano, Bruno Rodríguez, em Moscou.
O encontro ocorre em meio à crescente pressão dos Estados Unidos sobre a nação caribenha, que já desencadeou uma crise energética.
🇷🇺 🤝 🇨🇺Lavrov se reúne com o ministro das Relações Exteriores de Cuba em MoscouO encontro entre Sergey Lavrov e Bruno Rodríguez ocorre em meio à crescente pressão dos EUA sobre o país caribenho, que já provocou uma crise energética.URGENTE: https://t.co/dKb9BPZH6zpic.twitter.com/JGQISL5tZP
— RT Brasil (@rtnoticias_br) February 18, 2026
No início da reunião, Lavrov observou que seu colega cubano tem uma agenda lotada em Moscou, com encontros que abrangiam diversas áreas da relação entre os dois países.
"Isso é especialmente relevante dada a situação em Cuba, uma nação irmã, como resultado das ações dos EUA, que após mais de 70 anos de bloqueio, ameaçam intensificar ainda mais suas ações desumanas e ilegítimas", afirmou o ministro, acrescentando que a Rússia urge os EUA a "se absterem de planos de bloqueio naval" contra a nação caribenha.
A cooperação entre a Rússia e Cuba não representa nenhuma ameaça aos EUA ou a qualquer outro país, enfatizou ele.
O chanceler russo classificou as ações de Washington como "inaceitáveis", após o governo ter emitido um decreto especial declarando que Cuba e sua cooperação com a Rússia representam uma ameaça aos interesses dos EUA.
❗️🇷🇺 🇨🇺 Lavrov: Rejeitamos as acusações de que a cooperação entre a Rússia e Cuba representa uma ameaça para os Estados Unidos ou qualquer outro paísURGENTE: https://t.co/Wm1IjS4sblpic.twitter.com/5HKPzUpUIX
— RT Brasil (@rtnoticias_br) February 18, 2026
"É claro que rejeitamos categoricamente as acusações absurdas contra a Rússia e Cuba, contra a nossa cooperação, que supostamente representam uma ameaça aos interesses dos Estados Unidos ou de qualquer outra pessoa", enfatizou ele.
O ministro russo afirmou ainda que Moscou continuará a apoiar "firmemente" Cuba e o povo cubano na defesa da soberania e da segurança do país.
Relações especiais
Rodríguez enfatizou que "as relações entre a Federação Russa e a República de Cuba são históricas, fraternas, especiais e estratégicas", acrescentando que "os projetos de cooperação bilateral estão progredindo bem".

"Tenho certeza de que, independentemente das circunstâncias, continuaremos avançando em direção aos objetivos que definimos mutuamente", declarou o chanceler cubano.
"Nosso povo hoje sofre dificuldades e enfrenta condições muito difíceis, mas o faz com amplo consenso e um alto nível de consciência das causas profundas desses problemas", observou Rodríguez, afirmando que o país sempre defenderá sua soberania.
Por sua vez, Lavrov reiterou o apoio da Rússia ao povo cubano. "Gostaria de enfatizar mais uma vez nossa total solidariedade aos nossos amigos cubanos", afirmou ele, acrescentando que "compartilha plenamente das avaliações" feitas por Rodríguez a respeito das relações e da parceria estratégica entre os dois países.
Novas ameaças de Trump a Cuba
No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando "emergência nacional" diante de uma suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar com "numerosos países hostis", de acolher "grupos terroristas transnacionais", como o Hamas e o Hezbollah, e de permitir a instalação de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China na ilha.
Com base nisso, foi anunciado a imposição de tarifas aos países que vendam petróleo à nação caribenha, além de ameaças de represálias contra aqueles que atuem em desacordo com a ordem executiva da Casa Branca. Posteriormente, o mandatário reconheceu que seu governo mantém contatos com Havana e indicou que pretende chegar a um acordo, embora tenha classificado o país caribenho como "nação em decadência" e que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
As declarações vêm em meio ao bloqueio econômico e comercial mantido pelos EUA contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com numerosas medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
"Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dita o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, mas se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", afirmou o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
"Essa nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma quadrilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano com fins puramente pessoais", declarou o presidente cubano. Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que advertiu que defenderá sua integridade territorial.

