
Chefe da delegação russa comenta negociações com Ucrânia

O chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, comentou as conversas trilaterais entre Rússia, EUA e Ucrânia ocorridas em Genebra, na Suíça.
Medinsky descreveu as negociações como "difíceis, mas diretas", acrescentando que uma nova rodada de negociações para resolução do conflito ucraniano será realizada em breve.
‼️Chefe da delegação russa comenta as negociações com a UcrâniaVladimir Medinsky classificou as negociações como “difíceis, mas diretas”.A nova rodada de conversas trilaterais foram realizadas na cidade suíça de Genebra.URGENTE: https://t.co/Z0Ae9h28I6pic.twitter.com/w9yxDi0VfY
— RT Brasil (@rtnoticias_br) February 18, 2026
A reunião desta quarta-feira (18) durou mais de duas horas.
O primeiro dia de negociações ocorreu na terça-feira (17). As conversas duraram aproximadamente seis horas e foram realizadas tanto bilateralmente — entre a Rússia e os Estados Unidos e entre a Rússia e a Ucrânia — quanto trilateralmente, com a participação de representantes de Washington, de acordo com relatos da imprensa.
Quem participa das conversas?
A delegação russa é chefiada desta vez pelo assessor presidencial Vladimir Medinsky, que não participou das negociações em Abu Dhabi, já que a discussão lá se concentrou em questões de segurança, informou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Além de Medinsky, o vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Galuzin, e o diretor da Direção-Geral de Inteligência do Estado-Maior russo, Igor Kostiukov, participam das reuniões. A equipe russa também inclui Elena Podobreyevskaya, vice-chefe da Diretoria Presidencial de Política Estatal na Área Humanitária.
Negociações anteriores

Nos dias 23 e 24 de janeiro, ocorreu em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) a primeira rodada de contatos trilaterais entre a Rússia, os EUA e a Ucrânia.
As delegações se reuniram pela segunda vez nos dias 4 e 5 de fevereiro na mesma cidade. Moscou classificou o diálogo na segunda rodada como "construtivo e, ao mesmo tempo, muito complexo". Além disso, lembrou que "as portas para uma solução pacífica estão abertas". Por sua vez, o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou as conversas como "muito, muito boas".
O presidente russo, Vladimir Putin, salientou repetidamente que o seu país está empenhado em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Ele indicou que, em primeiro lugar, é preciso garantir a segurança da Rússia a longo prazo, por isso é importante eliminar as causas profundas do conflito, entre elas a expansão da OTAN, que Moscou percebe como uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
