A posição de Moscou em relação a Cuba permanece inalterada e o país mantém sua firme solidariedade em relação a Havana, afirmou nesta quarta-feira (18) a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
"Continuaremos a fornecer assistência e apoio ao povo irmão de Cuba", enfatizou a porta-voz, descrevendo a ilha como "um amigo próximo e um parceiro estratégico da Rússia".
Zakharova destacou que a relação entre dois países é "sólida, resiliente, e de respeito e apoio mútuos" que se estende por quase sete décadas.
"Cuba vive sob um bloqueio econômico, comercial e financeiro ilegítimo e desumano imposto pelos Estados Unidos", declarou Zakharova, acrescentando que a pressão sobre a ilha aumentou ainda mais após a agressão militar americana contra a Venezuela.
Novas ameaças de Trump a Cuba
No dia 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando "emergência nacional" diante de uma suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar com "numerosos países hostis", de acolher "grupos terroristas transnacionais", como o Hamas e o Hezbollah, e de permitir a instalação de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China na ilha.
Com base nisso, foi anunciado a imposição de tarifas aos países que vendam petróleo à nação caribenha, além de ameaças de represálias contra aqueles que atuem em desacordo com a ordem executiva da Casa Branca. Posteriormente, o mandatário reconheceu que seu governo mantém contatos com Havana e indicou que pretende chegar a um acordo, embora tenha classificado o país caribenho como "nação em decadência" e que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
As declarações vêm em meio ao bloqueio econômico e comercial mantido pelos EUA contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com numerosas medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
"Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dita o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos, e não ameaça, mas se prepara, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", afirmou o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
"Essa nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma quadrilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano com fins puramente pessoais", declarou o presidente cubano. Todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que advertiu que defenderá sua integridade territorial.