Delegações da Rússia, EUA e Ucrânia reuniram-se novamente nesta quarta-feira (18) em Genebra, na Suíça, como parte de uma nova rodada de negociações trilaterais para alcançar uma resolução pacífica para o conflito ucraniano.
O primeiro dia de negociações foi na terça-feira (17). As consultas duraram aproximadamente seis horas e foram tanto bilaterais — entre Rússia e Estados Unidos e entre Rússia e Ucrânia — quanto trilaterais, com a participação de representantes de Washington, segundo informações da imprensa.
A delegação russa é chefiada desta vez pelo assessor presidencial Vladimir Medinsky, que não participou das negociações em Abu Dhabi, já que a discussão lá se concentrou em questões de segurança, informou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Além de Medinsky, o vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Galuzin, e o diretor da Direção-Geral de Inteligência do Estado-Maior russo, Igor Kostiukov, participam das reuniões. A equipe russa também inclui Elena Podobreyevskaya, vice-chefe da Diretoria Presidencial de Política Estatal na Área Humanitária.
Negociações anteriores
Nos dias 23 e 24 de janeiro, ocorreu em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) a primeira rodada de contatos trilaterais entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia.
As delegações se reuniram pela segunda vez nos dias 4 e 5 de fevereiro, na mesma cidade. Moscou descreveu a segunda rodada de negociações como "construtiva e, ao mesmo tempo, muito complexa", destacando que "as portas para uma solução pacífica estão abertas". O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou as negociações como "muito boas".
- O presidente russo, Vladimir Putin, destacou repetidamente que seu país está comprometido em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Ele afirmou que, em primeiro lugar, é necessário garantir a segurança de longo prazo da Rússia, razão pela qual é importante eliminar as causas profundas do conflito, entre elas a expansão da OTAN — que Moscou percebe como uma ameaça — e a violação dos direitos da população russófona na Ucrânia.