Vaticano recusa participar em Conselho da Paz de Trump e defende papel central da ONU

O Cardeal Parolin, principal diplomata da Santa Sé, afirmou que iniciativa pessoal do presidente dos EUA para conflitos globais não é apropriada para o Estado papal e defendeu que gestão de crises do tipo fique a cargo das Nações Unidas.

O Vaticano não vai participar do chamado "Conselho da Paz", iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (17) o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado e principal diplomata da Santa Sé, informou o Vatican News.

"O Vaticano não participará do Conselho da Paz devido à sua natureza particular, que evidentemente não é a de outros Estados", disse Parolin à margem de encontro bilateral em Roma com representantes do governo italiano.

O cardeal ressaltou que uma das preocupações centrais da Santa Sé é que "a nível internacional, deve ser sobretudo a ONU a gerir essas situações de crise. Este é um dos pontos nos quais temos insistido".

O conselho foi criado no âmbito do plano de Trump para Gaza, que levou a uma trégua frágil em outubro. Trump depois anunciou a expansão do grupo, presidido por ele, para tratar de conflitos globais.

O primeiro encontro está marcado para quinta-feira (19), em Washington, para discutir a "reconstrução" de Gaza. Até o momento, aliados ocidentais dos EUA têm mantido distância.