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Ministro de Uganda prevê salto na industrialização africana com tarifa zero chinesa

Ministro de Estado, Oryem Henry Okello, afirmou que a medida ajudará na aceleração da industrialização e desenvolvimento do continente.

O ministro de Estado para assuntos internacionais de Uganda, Oryem Henry Okello, elogiou a política de tarifa zero para países africanos proposta pela China. Em entrevista concedida à agência Xinhua nesta terça-feira (17), Okello disse que o movimento ajudará na aceleração da industrialização e desenvolvimento do continente.

Ao dar boas-vindas para o anúncio feito por Pequim, o ministro disse que isso "permite aos empreendedores e empresários africanos acessar um mercado de mais de um bilhão de pessoas na China".

"É uma oportunidade que vai permitir aos empresários africanos melhorar sua produtividade e a qualidade de seus produtos de forma diferente dos desafios que temos quando exportamos coisas semelhantes para outras regiões", complementou.

Atualmente, a China mantém relações diplomáticas com 53 países do continente africano e pretende extender essa política tarifária a todos eles. Para Okello, o acesso ampliado ao mercado chinês vai encorajar os países africanos a exportar produtos com maior valor agregado, incentivando a industrialização do continente.

Segundo dados da Administração Geral de Importações da China, o comércio entre Pequim e o continente africano alcançaram os US$ 314.4 bilhões (R$ 1.6 trilhões) entre janeiro e novembro de 2025, um aumento de 17.8% em relação ao ano anterior. As exportações chegaram a um total de US$ 112.7 bilhões (R$ 588.6 bilhões), o que representou um aumento de 5.2% em relação ao ano anterior.