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Brasil, Rússia e outros 83 países condenam novas medidas de Israel na Cisjordânia

Ao longo do documento, os países expressam "forte oposição a qualquer forma de anexação".
Brasil, Rússia e outros 83 países condenam novas medidas de Israel na CisjordâniaGettyimages.ru / Issam Rimawi / Anadolu

Um grupo de 85 países e três organizações internacionais condenou as recentes decisões unilaterais de Israel destinadas a expandir sua presença na Cisjordânia ocupada e exigiu a reversão imediata das medidas, classificando-as como contrárias ao direito internacional.

Em comunicado conjunto divulgado terça-feira (17), os signatários afirmam que as ações israelenses violam obrigações internacionais e reiteram "forte oposição a qualquer forma de anexação". O texto é subscrito por países da Europa, Ásia, África e América Latina, além da Liga dos Estados Árabes, da Organização da Cooperação Islâmica e da União Europeia.

Os países também rejeitam medidas voltadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o status do território palestino ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental. Segundo o documento, tais iniciativas "violam o direito internacional, minam os esforços em curso para a paz e a estabilidade na região" e colocam em risco a perspectiva de um acordo que ponha fim ao conflito.

A nota reafirma o compromisso assumido na Declaração de Nova York de adotar medidas concretas, em conformidade com o direito internacional e com as resoluções pertinentes da ONU, bem como com o parecer consultivo de 19 de julho de 2024 da Corte Internacional de Justiça. O objetivo, segundo o texto, é apoiar o direito do povo palestino à autodeterminação e enfrentar a política de assentamentos considerada ilegal no território ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, além de políticas e ameaças de deslocamento forçado e anexação.

Segundo o comunicado, "encerrar a ocupação iniciada em 1967" e "implementar a solução de dois Estados" são o único caminho para garantir segurança e estabilidade na região.

  • O governo de Israel aprovou no domingo (15) uma proposta para reivindicar grandes áreas da Cisjordânia como "propriedade do Estado" pela primeira vez desde o início da ocupação em 1967.

  • A proposta foi apresentada por nacionalistas linha-dura, incluindo o vice-primeiro-ministro e ministro da Justiça, Yariv Levin, o ministro da Defesa, Israel Katz, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich. Seus defensores saudaram a adoção como um grande avanço destinado a acelerar o processo de expansão dos assentamentos judeus na Cisjordânia.