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Imprensa internacional destaca protagonismo do Brasil no boom da aviação

Relatório regional revela quais mercados lideraram o crescimento de passageiros em 2025 e como a conectividade evoluiu nos principais destinos da região.
Imprensa internacional destaca protagonismo do Brasil no boom da aviaçãoGettyimages.ru / Ton Molina

O tráfego aéreo na América Latina e no Caribe alcançou 477,3 milhões de passageiros em 2025, o que representa um crescimento de 3,8% em relação ao ano de 2024 e um aumento de 17,5 milhões de passageiros adicionais, segundo dados da Associação Latinoamericana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA) divulgados pela Bloomberg Línea.

Dentro desse cenário, Argentina, Brasil e Panamá encabeçaram o impulso regional. De acordo com o CEO da ALTA, Peter Cerdá, a expansão de 84% das operações na América Latina, com a Argentina como o mercado de maior crescimento percentual, seguido pelo Brasil —que superou pela primeira vez os 100 milhões de passageiros domésticos— e Panamá.

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A Argentina registrou um aumento de 13,2% durante o ano, o equivalente a 3,8 milhões de passageiros adicionais, contabilizando um total de 33,3 milhões em 2025. O crescimento está associado a uma grande oferta internacional, especialmente nas rotas para o Brasil (38%), República Dominicana (93%) e Colômbia (28%) em um contexto de maior abertura do mercado de aviação civil.

O Brasil se consolidou como o maior mercado aéreo da América Latina e do Caribe. Embora seu crescimento seja percentualmente menor que o argentino (9,4%) o volume de negócios representa 11,2 milhões de dólares adicionais ao mercado de aviação brasileiro. O país também registrou um recorde de tráfego internacional, com 28,4 milhões de viajantes, enquanto que a conexão aérea com a Argentina aumentou 29,7% no ano analisado.

O Panamá, registrou um crescimento de 9% e alcançou cerca de 21 milhões de passageiros em 2025, ou seja, 1,7 milhão a mais do que no ano anterior.

Outros mercados relevantes mostram exemplos mais modestos. O México foi o segundo maior da região com 122,4 milhões de passageiros, crescendo apenas 2,4%. A Colômbia alcançou 57,5 ​​milhões com um aumento de 1,7%, o Chile transportou 28,4 milhões (aumento de 0,8%), e o Peru registrou 28,5 milhões de passageiros, uma expansão de 5,9%, em parte impulsionada pela ampliação da infraestrutura aeroportuária, incluindo o novo aeroporto internacional de Lima.