
Países muçulmanos condenam Israel por novas medidas sobre Cisjordânia

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia publicou na terça-feira um comunicado conjunto com Egito, Indonésia, Jordânia, Paquistão, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos que, em nome de todos os Estados listados, "condena veementemente" a decisão de Israel a registrar a Cisjordânia como "propriedade estatal" pela primeira vez desde o início da ocupação em 1967.

"Esta medida ilegal constitui uma grave escalada destinada a acelerar a atividade de colonização ilegal, confisco de terras, o reforço do controle israelense e a aplicação da soberania ilegal de Israel sobre o território da Palestina Ocupada, além de minar os direitos legítimos do povo palestino", lê-se no comunicado.
As partes acrescentaram ainda que a medida viola a lei interacional e humanitária, contradiz o parecer consultivo emitido pelo Tribunal Internacional de Justiça sobre as consequências jurídicas decorrentes das políticas e práticas israelenses no território palestino ocupado e reflete uma tentativa de "impor uma nova realidade jurídica e administrativa destinada a consolidar o controle sobre os territórios ocupados".
"Os ministros apelam à comunidade internacional para que assuma suas responsabilidades e tome medidas claras e decisivas para pôr fim a estas violações, garantir o respeito pelo direito internacional e salvaguardar os direitos inalienáveis do povo palestino, entre os quais se destaca o direito à autodeterminação, pondo fim à ocupação e estabelecendo o seu Estado independente e soberano nas fronteiras de 4 de junho de 1967, com Jerusalém Oriental como capital", conclui o documento.
