Especialistas da ONU expressaram na segunda-feira (16) preocupação com a recente divulgação dos arquivos do caso do predador sexual Jeffrey Epstein. Eles alertaram para graves falhas normativas e edições mal executadas que expuseram informações sensíveis das vítimas.
Além disso, os especialistas indicaram que os materiais contêm evidências perturbadoras e críveis de abuso sexual sistemático e em larga escala, além de tráfico e exploração de mulheres e meninas.
"Os arquivos Epstein, que sugerem a existência de um empreendimento criminoso global, chocaram a consciência da humanidade e levantaram implicações terríveis sobre o nível de impunidade para tais crimes", destacaram, acrescentando que estas atrocidades "poderiam em algum nível atingir o limiar legal de crimes contra a humanidade".
As Nações Unidas também enfatizaram que "a relutância em revelar informações completas ou expandir as investigações deixou muitas sobreviventes sentindo-se revitimizadas e submetidas ao que descrevem como 'manipulação institucional'".
Nesse contexto, pediram que as autoridades dos Estados Unidos remedeiem com urgência essas deficiências, garantam a transparência para compreender os métodos da organização criminosa, assegurem a reparação integral às vítimas por todos os danos sofridos e acabem com a impunidade dos criminosos.
"Devem ser suspensos os prazos de prescrição que impedem o processamento dos crimes graves atribuídos à organização criminosa de Epstein", disseram.
Para saber mais sobre quem foi Jeffrey Epstein, leia nosso artigo.