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Indústria armamentista europeia quer mais verba para conflito na Ucrânia e cita 'ameaça russa'

Empresas como a alemã Rheinmetall e a sueca Investor AB estão ampliando a produção, acumulando alta bilionária em receitas e forte valorização das ações, graças a demanda por armamentos.
Indústria armamentista europeia quer mais verba para conflito na Ucrânia e cita 'ameaça russa'Orjan Ellingvag / Legion-media.ru / Leon Neal / Staff / Gettyimages.ru

O CEO da gigante armamentista alemã Rheinmetall, Armin Papperger, pediu mais financiamento de países europeus para a continuidade do conflito na Ucrânia, sob alegações de "falta de disposição da Rússia para paz" em meio ao aumento das receitas da companhia, informou a imprensa alemã na segunda-feira (16).

"A Rússia não tem interesse nisso", alegou, ao pedir mais armamento para Ucrânia.

"Atualmente, estamos produzindo mais munições do que temos contratos", disse, acrescentando que seria possível fornecer ainda mais "armas antiaéreas, munições e ainda mais tanques".

O executivo disse que falta financiamento suficiente para ampliar o quadro de funcionários para até 70 mil empregados, patamar considerado necessário para elevar as vendas em até 50%.

O faturamento Rheinmetall cresceu 36% —, para US$ 14,9 bilhões (cerca de R$ 77,9 bilhões) —, no contexto do aumento da demanda por sistemas de defesa aérea terrestres, munições e veículos blindados diante da percepção de "ameaça russa", enquanto as ações aumentaram 1.802,82% nos últimos cinco anos.

No sábado (14), Jacob Wallenberg, CEO da holding sueca Investor AB, que detém 39,5% da fabricante de defesa Saab AB,afirmou que a Europa "não está pronta para a paz com a Rússia", ao argumentar que a resolução do conflito pode levar à "complacência" e reduzir os gastos com defesa.

As ações da Saab AB cresceram 1.018,72% nos últimos cinco anos.