
Mais de 32 mil mulheres grávidas em Cuba estão em risco devido a bloqueio energético dos EUA

O endurecimento do embargo econômico dos EUA contra Cuba, que agora inclui um bloqueio energético, colocou 32.880 mulheres grávidas e milhares de bebês em risco, já que o acesso a serviços médicos deverá ser fortemente atingido, informou o Ministério da Saúde cubano no domingo (15).
Especificamente, o ministério observou que menores de idade podem enfrentar sérias dificuldades para continuarem recebendo tratamento caso sofram de diabetes, câncer ou necessitem de cirurgias eletivas ou de emergência.
🫄🇨🇺|| Más de 32 880 embarazadas afrontarán riesgos adicionales, amenazas y limitaciones como consecuencia del bloqueo energético del gobierno de Estados Unidos contra Cuba.📢 ¡No se debe bloquear el derecho a la vida!Detalles 👉https://t.co/7q9ZADffVw#TumbaElBloqueopic.twitter.com/cm3oFVPMnt
— Ministerio de Salud Pública de Cuba (@MINSAPCuba) February 16, 2026
Falta de diagnóstico
As mães agora enfrentarão grande dificuldade para realizar ultrassonografias obstétricas, a fim de monitorar gestações ou detectar possíveis anomalias genéticas, devido à falta de energia elétrica para a realização de exames.
Da mesma forma, a escassez de combustível limita significativamente a mobilização de equipes médicas, o que consequentemente pode levar a um aumento da morbidade materna, atrasos nos calendários de vacinação infantil e à falta de atendimento para crianças com necessidades especiais (ventilação domiciliar, aspiração mecânica e ar condicionado).
⚕️También se afectan seriamente, con el cursar de los días, otros servicios vitales para pacientes recién nacidos🧑🍼👶, menores de edad, diabéticos, con tratamientos oncológicos o necesitados de intervenciones quirúrgicas o emergencias.#CubaPorLaVida
— Ministerio de Salud Pública de Cuba (@MINSAPCuba) February 16, 2026
O Ministério da Saúde estimou que pelo menos 61.830 crianças com menos de um ano de idade poderão ser afetadas em um futuro próximo.
Aumento da taxa de mortalidade
A crise energética que afeta a ilha está limitando severamente o atendimento médico de emergência e o tratamento de doenças crônicas em adultos, como o câncer, o que pode levar a um aumento da mortalidade no país no curto prazo.

A situação é agravada pela redução da frequência de voos comerciais e pelo aumento do custo do transporte de cargas, o que deverá encarecer e dificultar o acesso da população a medicamentos e outros recursos médicos
"Diante desses e de muitos outros desafios, os profissionais e instituições médicas cubanas trabalham incansavelmente dia e noite para garantir que nossa população receba o atendimento e o apoio médico que sempre foram oferecidos — um direito fundamental, por mais difíceis que sejam as circunstâncias causadas pela intensificação da guerra econômica, que está se tornando um crime, privando o país de combustível e colocando em risco a vida de milhões de pessoas", afirmou o Ministério da Saúde no comunicado.
