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Mais de 32 mil mulheres grávidas em Cuba estão em risco devido a bloqueio energético dos EUA

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Saúde do país caribenho.
Mais de 32 mil mulheres grávidas em Cuba estão em risco devido a bloqueio energético dos EUAAP / Ismael Francisco

O endurecimento do embargo econômico dos EUA contra Cuba, que agora inclui um bloqueio energético, colocou 32.880 mulheres grávidas e milhares de bebês em risco, já que o acesso a serviços médicos deverá ser fortemente atingido, informou o Ministério da Saúde cubano no domingo (15).

Especificamente, o ministério observou que menores de idade podem enfrentar sérias dificuldades para continuarem recebendo tratamento caso sofram de diabetes, câncer ou necessitem de cirurgias eletivas ou de emergência.

Falta de diagnóstico

As mães agora enfrentarão grande dificuldade para realizar ultrassonografias obstétricas, a fim de monitorar gestações ou detectar possíveis anomalias genéticas, devido à falta de energia elétrica para a realização de exames.

Da mesma forma, a escassez de combustível limita significativamente a mobilização de equipes médicas, o que consequentemente pode levar a um aumento da morbidade materna, atrasos nos calendários de vacinação infantil e à falta de atendimento para crianças com necessidades especiais (ventilação domiciliar, aspiração mecânica e ar condicionado).

O Ministério da Saúde estimou que pelo menos 61.830 crianças com menos de um ano de idade poderão ser afetadas em um futuro próximo.

Aumento da taxa de mortalidade

A crise energética que afeta a ilha está limitando severamente o atendimento médico de emergência e o tratamento de doenças crônicas em adultos, como o câncer, o que pode levar a um aumento da mortalidade no país no curto prazo.

A situação é agravada pela redução da frequência de voos comerciais e pelo aumento do custo do transporte de cargas, o que deverá encarecer e dificultar o acesso da população a medicamentos e outros recursos médicos

"Diante desses e de muitos outros desafios, os profissionais e instituições médicas cubanas trabalham incansavelmente dia e noite para garantir que nossa população receba o atendimento e o apoio médico que sempre foram oferecidos — um direito fundamental, por mais difíceis que sejam as circunstâncias causadas pela intensificação da guerra econômica, que está se tornando um crime, privando o país de combustível e colocando em risco a vida de milhões de pessoas", afirmou o Ministério da Saúde no comunicado.