Onde e como ver eclipse solar do 'anel de fogo' que iluminará céu austral

O fenômeno acontece quando a Lua se alinha entre a Terra e o Sol, mas, por estar mais distante do planeta, não consegue encobrir totalmente o disco solar, formando o chamado "anel de fogo" no céu.

Nesta terça-feira (17), um eclipse solar anular poderá ser observado em regiões do hemisfério sul, segundo informações divulgadas pela NASA.

O fenômeno ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, mas, por estar em um ponto mais distante de sua órbita, não consegue encobrir totalmente o disco solar. Como resultado, forma-se o chamado "anel de fogo", um círculo luminoso que permanece visível ao redor da silhueta lunar.

Diferentemente do eclipse total, o anular não provoca o escurecimento completo do céu, já que uma faixa do Sol continua exposta e emitindo luz.

Por onde passará

De acordo com a NASA, a faixa de anularidade terá cerca de 616 quilômetros de largura e criará um corredor que cruzará áreas remotas da Antártida e do oceano Antártico adjacente.

Como a linha central do fenômeno não atravessa continentes habitados além da Antártida, a maior parte das regiões povoadas verá apenas um eclipse parcial, com diferentes níveis de cobertura do disco solar.

No sul da África e no extremo sul da Patagônia, no Chile e na Argentina, a cobertura será limitada e poderá alcançar até 40% em determinadas áreas, conforme estimativas técnicas.

Em Punta Arenas, no Chile, o eclipse parcial está previsto para começar pouco depois das 07h, no horário local. O ponto máximo deverá ocorrer por volta das 07h28, com término antes das 08h.

Em alguns trechos do trajeto, a fase anular poderá durar cerca de dois minutos, enquanto o evento completo, do início ao fim, se estenderá por várias horas.

Cuidados durante a observação

A NASA alertou que, no eclipse solar anular, o Sol não é totalmente bloqueado pela Lua, o que torna perigoso olhar diretamente para o fenômeno sem proteção adequada. A radiação solar pode causar queimaduras na retina e danos ao cristalino e à córnea.

A agência recomenda o uso de óculos com filtros específicos para observação de eclipses ou visores solares que atendam à norma internacional ISO 12312-2.

Também é possível recorrer a métodos indiretos, como o projetor estenopeico, que permite visualizar a imagem do Sol projetada em uma superfície. Óculos de sol comuns não oferecem proteção suficiente e não devem ser utilizados.