As tensões econômicas globais podem ser mais do que simples disputas comerciais. Para Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, elas frequentemente antecedem conflitos armados. Em declaração feita no domingo (15), o investidor afirmou que "guerras econômicas" muitas vezes se transformam em "guerras reais".
Dalio descreve o cenário como parte de uma competição estratégica entre grandes potências. Nesse contexto, medidas financeiras são usadas como instrumentos de pressão, em uma disputa por influência e poder.
Entre as ações mais recorrentes estão o congelamento e o confisco de ativos, o bloqueio de acesso a mercados de capitais e a imposição de embargos. Essas ferramentas, segundo ele, integram um ciclo de escalada que pode durar anos.
O investidor observa que, antes de confrontos militares de grande porte, é comum haver um período prolongado de embates econômicos, tecnológicos e geopolíticos. Durante esse intervalo, os países envolvidos ampliam gradualmente suas ações, avaliando a reação do adversário.
Para o mercado, o impacto dessas disputas depende da intensidade da rivalidade e do peso estratégico das nações envolvidas. Caso a tensão avance para o campo militar, todas as frentes passam a operar simultaneamente.