
Confira a lista de carreiras arruinadas pelos arquivos Epstein

As novas reviravoltas na investigação do caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein arruinou a carreira de muitas figuras influentes, desde empresários a políticos. Apesar de o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter publicado novos documentos do caso há quase duas semanas, continuam a surgir novos nomes que mantiveram ligações com o criminoso.

Demissões nos EUA
Em meio ao escândalo, vários empresários influentes dos Estados Unidos, que ocupavam seus cargos há décadas, renunciaram. Entre eles estão:
- Kathy Ruemmler, principal assessora jurídica da Goldman Sachs, renunciou após a divulgação de seus e-mails com Epstein, que revelaram sua estreita relação com o criminoso e como ela minimizava seus crimes sexuais. Ruemmler também foi assessora jurídica da Casa Branca durante a presidência de Barack Obama.
Brad Karp, presidente do prestigiado escritório de advocacia corporativa Paul, Weiss, Rifkind, Wharton & Garrison LLP durante 18 anos, renunciou após seus e-mails com Epstein serem revelados nos arquivos do caso. "A recente cobertura criou uma distração e chamou a atenção para mim de uma forma que não beneficia a empresa", afirmou Karp em comunicado.
ARQUIVOS EPSTEIN: O QUE SÃO E POR QUE CONTINUAM ASSOMBRANDO AS ELITES
O presidente executivo da Hyatt Hotels, Tom Pritzker, anunciou que renunciará ao cargo da empresa e que não se candidatará à reeleição para o conselho de administração, que liderava desde 2004. "Uma boa gestão também significa proteger a Hyatt, especialmente no contexto da minha associação com Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell, da qual me arrependo profundamente", declarou.
Casey Wasserman, um influente agente de talentos de Hollywood e presidente do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028 (LA28), afirmou que venderá sua agência após a divulgação pública de seus vínculos com Epstein. Wasserman também sofre pressões para renunciar ao cargo de presidente do comitê organizador, embora ainda conte com o apoio do comitê executivo da LA28.
Reino Unido sob pressão
Um dos governos mais afetados foi o do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, cujo ex-embaixador nos Estados Unidos, Peter Mandelson, mantinha ligações com o criminoso.
Mandelson renunciou à Câmara dos Lordes e está sendo investigado pela Polícia Metropolitana de Londres. Morgan McSweeney, que afirmou ter aconselhado Starmer a nomear Mandelson, renunciou este mês ao cargo de chefe de gabinete do primeiro-ministro. Alguns membros do Partido Trabalhista, atualmente no poder, alertam que Starmer está prestes a perder seu cargo.
Impacto no mundo
Além dos Estados Unidos e do Reino Unido, a repercussão do escândalo também afetou figuras de outros países.
- Jack Lang, político francês e ex-ministro da Cultura, renunciou ao seu cargo no Instituto do Mundo Árabe em Paris devido à sua associação com Epstein. Seus vínculos com o financista passaram a ser investigados pela suspeita de uma possível fraude fiscal.
- Nos Emirados Árabes Unidos, Sultan Ahmed bin Sulayem foi substituído como presidente e diretor executivo da empresa de logística DP World. Sua correspondência com Epstein se estende desde 2007 até semanas antes da morte do financista em agosto de 2019. Em particular, chamou a atenção uma das mensagens em que Epstein escreveu a ele: "Adorei o vídeo de tortura".
O conselheiro de segurança nacional da Eslováquia, Miroslav Lajcak, renunciou no início de fevereiro após a revelação de uma troca de mensagens com Epstein de 2018 na qual os dois faziam piadas sobre mulheres. Embora inicialmente tenha negado qualquer irregularidade e classificado as conversas como informais e leves, Lajcak acabou renunciando para não prejudicar politicamente o primeiro-ministro Robert Fico.
Mona Juul, que atuava como embaixadora da Noruega na Jordânia, também foi afastada de suas funções enquanto o Ministério das Relações Exteriores norueguês investiga sua ligação com Epstein.
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