
Solteiro e feliz? Novo estudo investiga o que faz a vida de solteiro ser plena

Pessoas solteiras que sentem suas necessidades psicológicas básicas atendidas tendem a experimentar maior satisfação com a vida e menos sintomas depressivos, indicou no último sábado (14) o portal especializado Psy Post, citando um estudo publicado em 3 de fevereiro de 2026 pela revista Personal Relationships.
Além dessas necessidades universais, ter segurança em como lida com o apego e perceber a solteirice não como uma barreira externa, mas como uma escolha pessoal, também são indicadores significativos de uma vida de solteiro satisfatória.
Por que o estudo é relevante
O número de adultos solteiros vem crescendo no mundo todo, e psicólogos começaram a estudar a fundo o que torna suas vidas plenas. Anteriormente, os pesquisadores focavam principalmente em casais, percebendo a solitude como um fenômeno temporário ou um problema.
Agora, os autores do novo estudo buscaram entender as características psicológicas que explicam por que alguns prosperam sozinhos enquanto outros sofrem.
"Queríamos nos perguntar: quando as pessoas solteiras prosperam? Queríamos identificar o que realmente prevê uma boa vida de solteiro a partir da compreensão de suas diferenças individuais", explicou Jeewon Oh, professor assistente na Universidade de Syracuse (EUA).

Como o estudo foi realizado
Os pesquisadores analisaram dois grupos: 445 adultos com idade média de 53 anos que estavam solteiros há muito tempo e 545 estudantes com cerca de 19 anos. Isso permitiu comparar as experiências de pessoas em diferentes etapas da vida.
Os participantes foram questionados para que se compreendessem diversos aspectos psicológicos. Avaliou-se a sensação de controle sobre a própria vida (autonomia), a confiança na capacidade de alcançar metas (competência) e a sensação de estar conectado e ser cuidado pelos outros (conexão).
Também foi examinado o estilo de apego, ou seja, como as pessoas se relacionam com ous outros. O apego ansioso está associado ao medo da rejeição, enquanto o evitativo liga-se ao desconforto com a intimidade e à preferência pela distância. Os pesquisadores analisaram duas dimensões: a ansiedade e a evitação. A ansiedade é marcada pela forte necessidade de segurança, já a evitação implica desconforto com a proximidade emocional.
Além disso, foram avaliadas as causas da solidão e a abertura a encontros sexuais casuais, conhecida como sociossexualidade.
Principais descobertas
A conclusão principal do estudo é que a satisfação das necessidades básicas está diretamente relacionada ao bem-estar. Solteiros que se sentem autônomos, competentes e com conexão social relatam maior satisfação vital e menos sintomas depressivos.
O estilo de apego também se mostrou importante. Considerar a solteirice como uma circunstância forçada, em vez de uma escolha, foi relacionado a níveis mais altos de sintomas depressivos.
Quanto à sociossexualidade, os resultados mostraram que o sexo sem compromisso não foi um fator determinante para o bem-estar nos modelos abrangentes.
Além disso, os solteiros mais velhos mostraram-se mais satisfeitos com sua condição e menos deprimidos.

