Vídeos de curta duração divulgados nas redes sociais por meio do formato "scrolling" impactam negativamente o desenvolvimento cognitivo infantil, podendo gerar ansiedade social e insegurança. As descobertas são de duas pesquisadoras da Universidade de Macau e foram noticiadas pela imprensa local nesta segunda-feira (16).
"O consumo compulsivo de vídeos curtos tem um impacto negativo no desenvolvimento cognitivo, podendo causar falta de concentração, ansiedade social e dúvidas sobre si próprio", afirmou Wang Wei, acadêmica da área de Psicologia Educacional da Universidade de Macau (UM), conforme citada pelo jornal Hoje Macau. Segundo ela, quanto mais os estudantes consomem vídeos curtos, pior é o desempenho escolar.
Anise Wu Man Sze, professora de Psicologia na Faculdade de Ciências Sociais da UM, destaca, por sua vez, que questões relativas ao superestímulo levantam ainda mais preocupações, sobretudo em crianças.
"Temos de aumentar a consciencialização, sobretudo se o uso começar a afectar a vida cotidiana, levando ao sacrifício do tempo em família, à negligência do sono, ou as pessoas a navegarem em momentos inadequados, como durante as aulas ou a conduzir, pondo em risco a própria pessoa ou outras", afirmou ao veículo.