
Cuba reage à decisão israelense de converter territórios da Cisjordânia em propriedade estatal

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba rejeitou de forma "enérgica", nesta segunda-feira (16), a decisão de Israel de registrar territórios da Cisjordânia como "terras estatais", algo inédito desde o início da ocupação israelense da Palestina em 1967.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, advertiu em sua conta no X que a medida "altera o estatuto legal da Cisjordânia, parte inalienável do território palestino junto a Gaza".
"Tais medidas visam acelerar as atividades ilegais dos assentamentos de colonos israelenses, violam o Direito Internacional, minam a solução de dois Estados e põem em perigo a viabilidade de um Estado Palestino Independente, nas fronteiras anteriores a 1967, com Jerusalém Oriental como capital", denunciou o ministro, ressaltando que a decisão se opõe "aos esforços em favor da paz e da estabilidade no Oriente Médio".
Decisão polêmica
Por sua vez, o governo israelense justificou a decisão sob o pretexto de regulamentar as exportações agrícolas e solucionar disputas sobre 'terras de reconhecimento' que, de fato, não pertenceriam nem ao Estado nem a nenhum indivíduo.
Enquanto isso, o gabinete do primeiro-ministro do Estado da Palestina declarou que "critica a decisão de Israel que lhe permite classificar terras da Cisjordânia como 'propriedade estatal', alertando para as graves consequências da medida, pois constitui uma escalada severa e uma violação flagrante do direito internacional que anula acordos assinados".
