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Ex-piloto Pedro Turra, acusado de matar adolescente de 16 anos, é levado à segurança máxima

Denúncia por homicídio doloso qualificado já foi recebida pela Justiça, e caso pode ser levado a júri popular.
Ex-piloto Pedro Turra, acusado de matar adolescente de 16 anos, é levado à segurança máximaReprodução/Divulgação/PCDF

Preso pela morte do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16 anos, o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, 19, foi transferido para o Pavilhão de Segurança Máxima do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. A apuração é do portal Metrópoles. 

A movimentação ocorreu entre quinta-feira (12) e sexta-feira (13), conforme documento da Gerência de Vigilância do Centro de Detenção Provisória obtido pelo portal. Turra está preso preventivamente desde janeiro.

A ala de segurança máxima é destinada a presos que demandam maior controle ou medidas específicas de custódia. Em decisão expedida em 2 de fevereiro, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios autorizou que ele permaneça em cela individual até nova deliberação.

"O paciente não tem direito à prisão especial. E não é isso o que lhe asseguro. O seu direito, sob encarceramento, é o de ter incólume sua integridade física", afirmou o desembargador Diaulas Costa Ribeiro.

A denúncia por homicídio doloso qualificado por motivo fútil foi recebida pelo TJDFT no início de fevereiro. O processo tramita na 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras. Caberá ao magistrado decidir se o caso será submetido a júri popular.

De acordo com as investigações, a confusão teve início após uma brincadeira em que Pedro Turra jogou um chiclete mascado na direção de outra pessoa, o que gerou discussão e troca de agressões.

O piloto chegou a ser preso inicialmente, mas foi solto após pagamento de fiança no valor de R$ 24,3 mil. Posteriormente, voltou a ser detido de forma preventiva por decisão da Justiça. Após a repercussão do caso, ele foi desligado do quadro de pilotos da temporada 2026 da Fórmula Delta, na categoria escola.

Se condenado, Turra pode cumprir pena de até 30 anos de prisão. O Ministério Público também requereu a fixação de valor mínimo de R$ 400 mil por danos morais à família da vítima.

Além do caso que resultou na morte do adolescente, a Polícia Civil do Distrito Federal apura outros relatos envolvendo o investigado. Em um deles, uma jovem afirmou que, 1º de setembro, foi empurrada de uma lancha no Lago Paranoá e que, ao pedir ajuda para retornar à embarcação, o então piloto teria rido.