
Israel recusa tratamento de câncer a menino de 5 anos por ser residente de Gaza

O Tribunal Distrital de Jerusalém rejeitou, em 8 de fevereiro, um pedido para permitir que um menino palestino de cinco anos entrasse em Israel para receber um tratamento de câncer que pode salvar sua vida, segundo relatou o Times of Israel na quarta-feira (11).
A mãe do menino classificou a decisão judicial como uma "sentença de morte", lembrando que o pai da criança morreu do mesmo tipo de câncer três anos atrás.
A decisão baseou-se numa política israelense que impede a entrada de residentes da Faixa de Gaza, mesmo que a família tenha se mudado para a Cisjordânia em 2022. Após o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, Israel impôs uma ampla proibição de entrada de moradores provenientes de Gaza, incluindo aqueles que precisam de cuidados médicos urgentes.

O Centro Jurídico Gisha pela Liberdade de Movimento, que representa a família desde novembro de 2025, apresentou a petição em nome deles. O grupo informou que a família buscava autorização para levar o menino ao Centro Médico Sheba, em Tel HaShomer, próximo a Tel Aviv, onde ele receberia imunoterapia com anticorpos e um transplante de medula óssea.
O tribunal decidiu não interferir na decisão do Estado de barrar a entrada do menino, mesmo diante de pareceres médicos israelenses que apontavam para o risco imediato de morte. As autoridades argumentaram que residentes de Gaza estão proibidos de entrar em Israel "para qualquer finalidade".
O juiz Ram Winograd, que presidiu o caso, afirmou que não havia provas suficientes de que a criança não poderia ser transferida para outro país, como a Jordânia. No entanto, relatórios do Hospital Árabe Istishari, o maior hospital privado da Cisjordânia, indicaram que o paciente "não está clinicamente estável para transporte internacional".
