Europa quer diminuir dependência dos EUA após ofensivas de Trump sobre Groenlândia - Reuters

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que "algumas linhas foram cruzadas e não podem mais ser revertidas", simbolizando uma mudança de postura do bloco.

Líderes europeus defenderam, na Conferência de Segurança de Munique, uma maior autonomia de defesa após as tensões nas relações transatlânticas provocadas pelo retorno de Donald Trump à Casa Branca e sua proposta de anexar a Groenlândia, segundo informou a agência Reuters no domingo (15). 

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que "algumas linhas foram cruzadas e não podem mais ser revertidas", simbolizando uma mudança de postura do bloco.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, buscou acalmar os aliados, mas ofereceu poucas garantias sobre o futuro da OTAN. Com a crise ucraniana entrando no quinto ano, Washington evita compromissos diretos, enquanto que países europeus, liderados pela Alemanha, França e Reino Unido, defendem o fortalecimento de um "pilar europeu" dentro da aliança militar.

A Europa aumentou seus gastos militares em quase 80% desde 2022 e avança em projetos conjuntos, como o programa de mísseis de longo alcance ELSA. No entanto, disputas políticas e industriais ainda travam iniciativas estratégicas. O líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, alertou durante o encontro que "as armas evoluem mais rápido que as decisões políticas", apelando por uma ação imediata.