O presidente da China, Xi Jinping, anunciou, durante a cúpula da União Africana em Adis Abeba, Etiópia, no sábado (14), a eliminação total das tarifas de importação para produtos de 53 países africanos.
A medida entra em vigor em 1º de maio e amplia o regime de taxa zero para quase todas as mercadorias.
O único país excluído é Essuatíni (Suazilândia), que mantém relações diplomáticas com Taiwan, ilha chinesa autogovernada desde 1949 e considerada por Pequim parte inalienável de seu território.
Xi afirmou que a política visa "criar novas oportunidades para o desenvolvimento da África" e aprofundar a "cooperação mutuamente benéfica", além de prometer agilizar um "canal verde" para exportações do continente.
A iniciativa reforça a posição da China como principal parceiro comercial da África há quase duas décadas. Em 2025, o comércio bilateral alcançou US$ 348 bilhões: a África exporta sobretudo petróleo, minérios e produtos agrícolas, enquanto a China envia majoritariamente manufaturados.
A decisão ocorre em meio a mudanças no comércio global. Os EUA prorrogaram recentemente a Lei de Crescimento e Oportunidades para a África (AGOA), que garante acesso sem tarifas a determinadas exportações.