O governo de Israel aprovou no domingo (15) uma proposta para reivindicar grandes áreas da Cisjordânia como "propriedade do Estado" pela primeira vez desde o início da ocupação em 1967, de acordo com relatos da mídia local.
A proposta foi apresentada por nacionalistas linha-dura, incluindo o vice-primeiro-ministro e ministro da Justiça, Yariv Levin, o ministro da Defesa, Israel Katz, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich. Seus defensores saudaram a adoção como um grande avanço destinado a acelerar o processo de expansão dos assentamentos judeus na Cisjordânia.
Os ministros israelenses declararam que a extensão das regulamentações sobre terras na Cisjordânia visa fortalecer a segurança, a ordem e o controle total de Israel na região.
A medida provocou forte condenação internacional, incluindo apelos pela sua revogação, já que o direito internacional proíbe um poder ocupante de confiscar ou assentar terras em territórios controlados.
A Autoridade Palestina condenou a medida como uma grave escalada, violando acordos anteriores e resoluções da ONU. Israel, apesar da oposição da comunidade internacional, continua sua política de anexação de facto da Cisjordânia.