
'Trocamos nossa dependência energética da Rússia pela dos EUA', diz líder da oposição alemã

A líder do partido de oposição "Alternativa para a Alemanha" (AfD), Alice Weidel, criticou no sábado (14) a política energética do governo alemão, afirmando que ela torna o país dependente dos EUA e aumenta ainda mais os custos do fornecimento para os cidadãos.
"Como é possível que, em um país industrializado, as usinas nucleares mais modernas sejam destruídas e reduzidas a escombros? (...) Somos o único país do mundo que leva a cabo essa política de iconoclastia e destruição tecnológica motivada por razões políticas, indo contra a tendência geral em nível mundial", declarou Weidel.

A parlamentar ressaltou que essa política governamental não tem sentido, pois apenas provoca o aumento dos preços da energia. "O que isso é, senão pura ideologia, estupidez ou sabotagem deliberada?", questionou. A política defendeu a retomada do uso da energia nuclear e destacou a necessidade de devolver à população um fornecimento confiável "de forma rápida e urgente".
Dependência dos EUA
Weidel lembrou que a justificativa para as mudanças na política energética alemã era reduzir sua dependência da Rússia. No entanto, afirmou que tal decisão apenas levou a uma nova dependência do país, agora do gás natural liquefeito norte-americano. "Simplesmente trocamos nossa dependência energética da Rússia pela dependência energética dos Estados Unidos", denunciou.
A líder da oposição afirmou que a Alemanha não deve depender de um único país e precisa diversificar suas importações de energia para obter suprimentos a preços mais vantajosos.
