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Hungria 'não aceitará que Ucrânia se junte à UE', revela primeiro-ministro húngaro

Orbán ressaltou que não se trata apenas da posição do governo, mas de todo o povo húngaro.
Hungria 'não aceitará que Ucrânia se junte à UE', revela primeiro-ministro húngaroGettyimages.ru / Janos Kummer

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reiterou nesta segunda-feira (16) a posição do seu governo de não aceitar a adesão da Ucrânia à União Europeia, argumentando que a medida arrastaria o país para um conflito militar e arruinaria sua economia.

Orbán ressaltou que não se trata apenas da posição de Budapeste, já que o fato de a Ucrânia não se juntar ao bloco foi decidido pelo próprio povo húngaro em um referendo em 2025.

"Eles também devem saber que não vamos fornecer dinheiro a Bruxelas para enviar à Ucrânia", afirmou.

"Kiev 'participa' da campanha eleitoral húngara"

Diante das próximas eleições na Hungria, que ocorrerão em abril, o primeiro-ministro também denunciou que o regime de Kiev está interferindo no processo eleitoral de seu país, pois, "obviamente", quer ver em Budapeste um governo que "envie dinheiro para a Ucrânia". Por isso, a atual liderança ucraniana "se importa com o resultado das eleições", destacou.

"Desta forma, eles decidiram 'participar' da campanha. E, considerando que estamos agindo com bom senso, não devemos nos surpreender com isso. Devemos nos adaptar a essa situação", afirmou.

"Precisamos reconhecer" que Vladimir Zelensky e seu governo "serão participantes ativos nessas eleições", reiterou. "E nós também precisamos prevalecer contra eles. Essa é a nossa realidade", concluiu.

As eleições parlamentares na Hungria serão realizadas em abril e Orbán deverá concorrer pelo seu partido, Fidesz.