Orbán acusa Ucrânia de interferência nas eleições húngaras

"Essa interferência descarada na campanha eleitoral de outro país não é muito comum, não é algo que se vê com frequência", criticou Orbán.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, denunciou nesta segunda-feira (16) que o regime de Kiev interferiu no processo eleitoral do país.

"Os ucranianos e o presidente interferiram, obviamente, na campanha eleitoral húngara", afirmou Orbán durante coletiva de imprensa conjunta com o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

"Essa interferência descarada na campanha eleitoral de outro país não é muito comum, não é algo que se vê com frequência", criticou Orbán. 

O premiê também observou que isto é "compreensível", já que as eleições húngaras "têm impacto além da Hungria", particularmente na Ucrânia.

As eleições parlamentares da Hungria serão realizadas em abril, e Orbán concorrerá pelo seu partido, o Fidesz.

Ao contrário da maioria dos líderes europeus, o primeiro-ministro húngaro tem sido a favor de uma solução diplomática para o conflito ucraniano e priorizou os esforços de paz por meio do diálogo com Moscou em vez de isolar o país. Orbán se manifestou em diversas ocasiões contra a entrada da Ucrânia na UE, explicando que, em caso de adesão, o bloco comunitário também seria arrastado para o conflito.