Jeffrey Epstein teria ordenado em 2011 a um sócio para que "enterrasse tudo" em sua ilha particular no Caribe, segundo um e-mail incluído na última divulgação de documentos do caso do predador sexual.
"Não quero gastar dinheiro tirando coisas da ilha, enterre tudo. Chegarei no próximo domingo. Gostaria de ver que a limpeza já sendo feita", diz a mensagem destinada a Gary Kerney e datada de 11 de junho de 2011.
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A mensagem foi encontrada no domingo (15) pelo empresário e influenciador Mario Nawfal, que indicou no X que espera que "estejam falando apenas de algum trabalho de paisagismo". "A ilha de Epstein deveria ser revistada de cima a baixo", destacou.
A ilha de Epstein
Em 1998, a empresa LSJ LLC, cujo único sócio era o magnata, comprou a ilha Little Saint James, com uma superfície de cerca de 30 hectares, por US$ 7,95 milhões (cerca de R$ 40 milhões). Documentos, relatos de testemunhas e juristas alegam que a ilha caribenha era o local onde Epstein praticava tráfico de menores.
Virginia Giuffre, uma das vítimas mais conhecidas do criminoso, alegou em documentos judiciais apresentados em 2022 que o príncipe Andrew, irmão mais novo do rei Charles III do Reino Unido, abusou dela na ilha. Os moradores locais também afirmaram à mídia que Epstein trazia meninas menores de idade à sua propriedade.
Em uma ação judicial de 2020, a então procuradora-geral das Ilhas Virgens Americanas, Denise George, indicou que o criminoso teria usado helicópteros "para transportar mulheres jovens e meninas menores de idade entre São Tomás e a ilha de Little Saint James".
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