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Díaz-Canel acusa Estados Unidos de tentar 'asfixiar energeticamente' o povo cubano

Presidente de Cuba também agradeceu à União Africana por aprovar uma resolução contra o bloqueio de petróleo e pedir exclusão da ilha da lista de países patrocinadores do terrorismo.
Díaz-Canel acusa Estados Unidos de tentar 'asfixiar energeticamente' o povo cubanoGettyimages.ru / Jesus Vargas

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, denunciou neste domingo (15) o que chamou de "tentativa brutal" dos Estados Unidos de "asfixiar energeticamente" o povo cubano e agradeceu aos líderes africanos por rejeitarem a pressão sobre a ilha.

"Agradecemos a aprovação pelos mandatários africanos da resolução de condenação ao bloqueio dos Estados Unidos, que voltou a reivindicar a exclusão de Cuba da unilateral Lista de Estados patrocinadores do terrorismo", escreveu o mandatário em uma publicação na rede social X.

Segundo Díaz-Canel, "seu valor é maior nestes tempos de tentativa brutal dos EUA de asfixiar energeticamente todo o nosso povo".

Resolução da União Africana

Neste domingo, a Assembleia de Chefes de Estado e de Governo da União Africana aprovou, pela 17ª vez consecutiva, uma resolução que condena o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelo governo dos Estados Unidos contra Cuba.

O documento inclui um apelo explícito para que a nação caribenha seja retirada da lista unilateral e considerada injustificada de países que supostamente patrocinam o terrorismo. A resolução ressalta o caráter arbitrário dessa designação.

  • A emergência de Trump: Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos assinou ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária representada por Cuba à segurança americana". O texto afirma que Havana mantém alinhamento com "países hostis" e abriga grupos como Hamas e Hezbollah.

  • A posição de Cuba: o presidente Miguel Díaz-Canel reagiu, afirmando que a medida expõe a "natureza fascista e genocida" do atual governo dos EUA.

  • O apoio Russo: Moscou reiterou disposição de oferecer apoio material e político e criticou a "inaceitabilidade" da pressão econômica e do bloqueio energético, que, segundo o governo russo, agravam a crise humanitária na ilha.