CBS: Trump prometeu apoio dos EUA a possíveis ataques de Israel contra o Irã

Emissora norte-americana afirma que promessa foi feita a Netanyahu em dezembro e que discussões internas nos Estados Unidos já avaliam como prestar apoio militar, enquanto Washington mantém negociações com Teerã.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que apoiaria ataques israelenses contra o programa de mísseis balísticos do Irã caso não fosse alcançado um acordo, informou a CBS News neste domingo (15), citando fontes familiarizadas com o assunto.

Segundo a emissora, a conversa ocorreu em dezembro, durante um encontro entre os dois líderes na mansão de Trump em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.

Discussões internas nos EUA

De acordo com as fontes ouvidas pela CBS, "as discussões internas entre altos cargos do Exército e da comunidade de inteligência dos Estados Unidos começaram a contemplar a possibilidade de apoiar uma nova rodada de ataques israelenses contra o Irã".

As conversas, ainda segundo o canal, concentram-se menos na possibilidade de Israel agir e mais na forma como Washington prestaria apoio, incluindo o reabastecimento aéreo de aeronaves israelenses e a obtenção de autorização de sobrevoo de países ao longo da possível rota.

Tensões entre EUA e Irã

As tensões entre Estados Unidos e Irã aumentaram no começo de janeiro, depois que o presidente Trump ameaçou uma possível intervenção militar, em meio a protestos internos no Irã. Embora as manifestações tenham perdido força posteriormente, Washington manteve a pressão e passou a focar nos programas nuclear e de mísseis de Teerã.

No último dia 6 de fevereiro, Mascate, em Omã, sediou a primeira rodada de contatos indiretos entre EUA e Irã sobre a questão nuclear. Após a reunião, Trump afirmou que "o Irã parece muito interessado em chegar a um acordo". Já Teerã classificou o clima como "positivo" e confirmou que pretende manter o canal de diálogo aberto.

Ao mesmo tempo, autoridades iranianas têm reiterado que estão preparadas para responder a qualquer "erro estratégico" dos EUA com ataques "pesados". Além disso, alertaram que um eventual fim completo do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável" para o país.