
Cães desfilam no carnaval no Rio e mobilizam protestos contra maus-tratos

Dezenas de cachorros marcaram presença nas ruas do Carnaval do Rio de Janeiro no sábado (14), mobilizando protestos de seus donos contra maus-tratos a animais, informou a mídia AP.

O movimento incluiu 300 pessoas que se concentraram no evento Blocão — não apenas um superlativo, mas também uma combinação das palavras "bloco" e "cão" — na Barra da Tijuca, na zona Sudoeste da cidade.
O bloco já integra as celebrações carnavalescas no Rio de Janeiro anualmente, unindo combinações de fantasias entre donos e pets, mas ganhou neste ano uma dimensão adicional de continuidade da comoção pública com o caso do cão Orelha, morto após agressões em Florianópolis, no início de janeiro.
Os foliões participantes dos protestos usavam fitas brancas e cantavam canções em homenagem a Orelha, acompanhados de seus cães fantasiados, refugiados na sombra para evitar que se lesionassem no asfalto quente sob o sol carioca.
Uma estação de hidratação permitiu o cuidado aos animais no decurso das duas horas do evento.
O caso Orelha
A Polícia Civil informou que Orelha foi agredido no dia 4 de janeiro, encontrado ferido e levado a uma clínica veterinária. Diante da gravidade dos ferimentos, o animal foi submetido à eutanásia no dia 5. Exames periciais indicaram que o cão foi atingido na cabeça por um objeto contundente, sem ponta ou lâmina, que não foi localizado, segundo o g1.
Além disso, três adultos, sendo dois pais e um tio dos adolescentes, foram indiciados por suspeita de coagir uma testemunha durante a investigação. De acordo com a corporação, a vítima seria um vigilante de condomínio que teria uma foto relevante para o esclarecimento do crime.
De acordo com o portal, a investigação também apura uma tentativa de afogamento de outro cão comunitário, Caramelo, na mesma praia. Há imagens dos adolescentes com o animal no colo e relatos de testemunhas que afirmam ter visto o grupo jogando o cachorro no mar.
