
Irã: Se Trump pretende ir para a guerra, por que fala em negociações?

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, o general Abdel Rahim Mousavi, questionou neste domingo (15) a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de falar em guerra enquanto, ao mesmo tempo, menciona negociações.

"As declarações do presidente dos Estados Unidos, que se apresenta como todo-poderoso, não são próprias de um chefe de Estado e são insensatas", afirmou. Ele ainda alertou que qualquer conflito entre Washington e Teerã se transformaria em "uma lição" para o líder americano.
Nesse sentido, Mousavi disse que, se Trump decidir partir para um confronto militar contra o Irã, o resultado será que ele "não poderá mais sair pelo mundo fazendo bravatas".
"Se Trump quer guerra, por que fala em negociações?", questionou.
Tensões entre EUA e Irã
As tensões entre Estados Unidos e Irã aumentaram no começo de janeiro, depois que o presidente Trump ameaçou uma possível intervenção militar, em meio a protestos internos no Irã. Embora as manifestações tenham perdido força posteriormente, Washington manteve a pressão e passou a focar nos programas nuclear e de mísseis de Teerã.
No último dia 6 de fevereiro, Mascate, em Omã, sediou a primeira rodada de contatos indiretos entre EUA e Irã sobre a questão nuclear. Após a reunião, Trump afirmou que "o Irã parece muito interessado em chegar a um acordo". Já Teerã classificou o clima como "positivo" e confirmou que pretende manter o canal de diálogo aberto.
Ao mesmo tempo, autoridades iranianas têm reiterado que estão preparadas para responder a qualquer "erro estratégico" dos EUA com ataques "pesados". Além disso, alertaram que um eventual fim completo do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável" para o país.
