
Trump mira intensificar campanha de 'pressão máxima' econômica contra o Irã — Axios

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concordaram em aumentar a pressão econômica sobre o Irã, focando nas vendas de petróleo do país para a China, que representam mais de 80% das exportações iranianas, como parte da campanha de "pressão máxima" para forçar concessões sobre o programa nuclear de Teerã, informou o Axios.

Os líderes se reuniram na quarta-feira (11) na Casa Branca e definiram uma estratégia dupla: endurecer as sanções enquanto mantêm as negociações nucleares e, ao mesmo tempo, se preparar para uma possível ação militar caso a via diplomática falhe.
Um funcionário norte-americano citado pela reportagem afirmou que eles concordaram em "usar toda a força da pressão máxima contra o Irã, por exemplo, nas vendas de petróleo iraniano para a China".
Discrepâncias sobre o caminho a seguir
Dentro desse contexto, Trump assinou uma ordem executiva que autoriza tarifas de até 25% a qualquer país que faça negócios com o Irã. A medida pode afetar diretamente Pequim e complicar a relação entre EUA e China antes da cúpula prevista para abril.
Trump e Netanyahu concordam que o Irã não deve adquirir capacidade nuclear, mas divergem sobre a forma de agir: o premiê israelense acredita ser impossível chegar a um acordo viável com Teerã, enquanto o presidente americano defende dar uma chance a mais de negociação.
Os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, devem se reunir na terça-feira em Genebra para uma segunda rodada de conversas com representantes iranianos. A Casa Branca descreveu o encontro como uma tentativa "séria e realista" antes de considerar um eventual caminho militar, caso não haja resultados.
