
Slalom gigante, a modalidade de esqui alpino que deu o ouro ao Brasil nos Jogos de Inverno

A conquista do ouro por Lucas Pinheiro Braathen nas Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortana 2026 no sábado (14) marcou a primeira vez que um brasileiro subiu ao pódio dos jogos, feito inédito também para a América Latina. Sua vitória foi conquistada na modalidade do slalom gigante e antecipa um clima otimista para a disputa do slalom masculino na segunda-feira (16).
O slalom gigante é uma modalidade técnica do esqui alpino, presente nos Jogos Olímpicos de Inverno desde 1936.
A participação brasileira no esqui alpino é histórica, considerando a estreia do Brasil nos Jogos de 1992, segundo informações do comitê olímpico brasileiro. Ele é o único esporte de inverno com atletas brasileiros em todas as edições em que o Brasil competiu.

Modalidades
No contexto do esqui alpino, o slalom gigante (GS) é classificada como uma disciplina técnica, assim como o slalom especial (SL), diferenciando-se das provas de velocidade como o downhill (DH).
A prova é decidida contra o relógio e exige precisão e velocidade, enquanto os competidores devem passar por marcações obrigatórias, chamadas portas. Ela é dividida em duas descidas realizadas em percursos distintos na mesma montanha, sendo o tempo final a soma das duas tentativas.
A ordem de largada na primeira descida é definida pelo ranking internacional, enquanto na segunda ocorre uma inversão entre os melhores classificados, mantendo a disputa equilibrada. As pistas possuem geralmente entre 300 e 450 metros de desnível vertical, e os esquiadores podem atingir velocidades superiores a 80 km/h.
Comparado ao slalom tradicional, o slalom gigante apresenta curvas mais amplas e portões mais espaçados, com distância média entre 20 e 30 metros. Isso permite maiores velocidades, mas sem abrir mão da alta técnica, demandando agilidade, potência e controle milimétrico nas curvas. Qualquer erro, como perder uma porta, leva à desclassificação do competidor.
