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Países da América Latina e Caribe reforçam compromisso contra armas nucleares

Organização que reúne 33 Estados da região, incluindo o Brasil, celebra 59 anos do Tratado de Tlatelolco, que estabeleceu a primeira Zona Livre de Armas Nucleares em uma área densamente povoada, e cobra eliminação "transparente, verificável e irreversível" dos arsenais nucleares.
Países da América Latina e Caribe reforçam compromisso contra armas nucleares

Os 33 Estados-membros da Agência para a Proscrição de Armas Nucleares na América Latina e no Caribe (OPANAL) divulgaram, neste sábado (14), comunicado conjunto em celebração aos 59 anos do Tratado de Tlatelolco, reafirmando o compromisso da região com o desarmamento nuclear completo e condenando "de maneira inequívoca" qualquer uso ou ameaça de uso dessas armas.

No documento, os países celebram a adoção do tratado, que estabeleceu a primeira Zona Livre de Armas Nucleares em uma área densamente povoada, e reiteram que a iniciativa serviu de inspiração para outras regiões do mundo e para a Mongólia.

Os Estados manifestam "profunda preocupação" com a existência de cerca de 12.241 ogivas nucleares no mundo, segundo dados do Anuário 2025 do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo, e alertam para o "impacto humanitário catastrófico" de qualquer detonação, intencional ou acidental.

O comunicado também destaca a "crescente ameaça, explícita ou velada, do uso de armas nucleares" em meio a tensões geopolíticas, conflitos armados e ameaças de terrorismo.

Os países exigem dos Estados que possuem esse tipo de armamento a cessação de melhorias qualitativas e quantitativas, programas de modernização, desenvolvimento de novos tipos de armas e formulação de cenários para seu emprego, classificando tais medidas como incompatíveis com o direito internacional.

Os membros da OPANAL afirmam que as armas nucleares não devem ser empregadas "por nenhum ator e sob nenhuma circunstância" e defendem sua proibição e eliminação "transparente, verificável e irreversível".

No texto, os países reiteram que as Zonas Livres de Armas Nucleares representam passo relevante para o desarmamento geral e completo sob controle internacional eficaz e incentivam a criação de novas zonas por meio de acordos regionais.