O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA entrou em paralisação após o fim de seu orçamento na madrugada de sábado (13). Este é o terceiro fechamento do governo — após a paralisação de 43 dias de outubro a novembro de 2025 e a paralisação de 31 de janeiro a 3 de fevereiro —, mas, diferentemente dos anteriores, afeta apenas o DHS e não outras agências federais.
A causa central é um impasse partidário no Congresso, onde os Democratas exigem novas restrições às operações de do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), especialmente após o tiroteio de dois cidadãos americanos por agentes federais em Minneapolis no mês anterior.
A duração da paralisação é incerta. Os legisladores deixaram Washington para um recesso de uma semana sem um acordo, segundo o jornal americano The New York Times. Líderes republicanos afirmam que as negociações continuam, mas o líder da maioria no Senado, John Thune, declarou a repórteres na quinta-feira (12) que as partes não estão próximas de um consenso.
Impactos imediatos
Funções essenciais do departamento continuam. A fiscalização de imigração, em particular, deve prosseguir sem grandes interrupções, pois o ICE e a Alfândega e Proteção de Fronteira (CBP) receberam bilhões em financiamento por meio da 'Grande Lei' de Trump, aprovada em 4 de julho do ano passado, na celebração da independência americana. Enquanto isso, investigações do inspetor-geral do DHS sobre questões como o uso da força por agentes serão interrompidas, embora investigações criminais continuem.
Contudo, questões de pessoal — como pagamento e retenção de funcionários — serão afetadas, uma vez que a maioria dos mais de 260 mil empregados do DHS é considerada essencial e trabalhará sem receber até o final da paralisação.
Aproximadamente 95% dos funcionários de segurança aeroportuária, sob comando da Administração de Segurança nos Transportes (TSA), estão trabalhando sem pagamento, segundo o jornal AP. Embora as operações continuem, experiências passadas indicam que a ausência de salários pode levar a um aumento de faltas não programadas, causando atrasos nos aeroportos, especialmente se o fechamento se prolongar por semanas. Muitos funcionários ainda se recuperam financeiramente da última grande paralisação entre outubro e novembro, a maior da história do país.
A resposta a desastres pela Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) permanece disponível, pois seu Fundo de Auxílio a Desastres tem recursos para atividades de resposta de emergência no futuro próximo. Contudo, a capacidade de reembolsar estados por custos de recuperação e de coordenar trabalhos de longo prazo será severamente prejudicada, e alguns funcionários serão licenciados.
Da mesma forma, a Guarda Costeira deve suspender missões não essenciais, adiar treinamentos e manutenção, enquanto a maioria de seu efetivo uniformizado continua trabalhando sem receber.