
Vanguarda russa: inovação em vacinas avança tecnologia de tratamento oncológico

Avanços significativos no desenvolvimento de vacinas terapêuticas personalizadas contra o câncer posicionaram a Rússia na vanguarda da inovação em oncologia. Vacinas peptídicas e baseadas na tecnologia de mRNA representam uma nova geração de biotecnologias adaptadas ao perfil genético individual de cada paciente e prometem um futuro promissor no combate ao câncer.

As autoridades de saúde do país têm autorizado o uso clínico desses medicamentos, marcando um passo concreto na transição da pesquisa para a aplicação prática.
Avanço no combate ao câncer
Um dos marcos recentes é a autorização concedida pelo Ministério da Saúde da Rússia ao Centro Nacional de Pesquisa Médica Oncológica Blokhin para o uso da vacina de mRNA Neovac-RONTs. Fruto de uma colaboração entre o Centro Gamaleya e o Centro Nacional de Pesquisa Radiológica Médica da Rússia, este medicamento é destinado ao tratamento do melanoma cutâneo a partir de estágios intermediários do tumor, sendo administrado como terapia adjuvante após a remoção cirúrgica das metástases.

Seu desenvolvimento personalizado começa com uma análise genética do tumor do paciente. Um software com inteligência artificial processa as informações para determinar o perfil mutacional individual e projetar o medicamento sob medida. Moléculas de mRNA são então sintetizadas e encapsuladas em nanopartículas lipídicas, que atuam entregando as instruções genéticas às células para estimular uma resposta imunológica direcionada contra as células cancerosas.
O ministro da Saúde da Rússia, Mikhail Murashko, classificou a vacina de mRNA como parte de uma nova geração de medicamentos antitumorais, cuja eficácia e segurança seguem em avaliação. O desenvolvimento representa um investimento estatal significativo, com cada dose personalizada da vacina de mRNA tendo um custo de produção elevado, embora fornecida gratuitamente aos pacientes.
Paralelamente, a Agência Médico-Biológica Federal (FMBA) obteve autorização para o uso clínico da Oncopept, uma vacina peptídica personalizada contra o câncer de cólon. Seu mecanismo também se baseia na análise genética do tumor, utilizando um algoritmo bioinformático exclusivo para identificar mutações e sintetizar um conjunto personalizado de peptídeos.
Conforme explicou a chefe da FMBA, Veronika Skvortsova, esses peptídeos administrados ao paciente "ensinam" seu sistema imunológico a reconhecer e destruir com precisão as células tumorais.

