O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou neste sábado (14) que Donald Trump está disposto a se reunir com o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, em meio à escalada das tensões entre os dois países, agravadas pelas recentes ameaças do presidente norte-americano.
"Estou convencido de que, se o aiatolá dissesse amanhã que quer se reunir com o presidente Trump, o presidente se reuniria com ele", declarou Rubio em entrevista à Bloomberg, durante a Conferência de Segurança de Munique.
"Não porque concorde com o aiatolá, mas porque acredita que essa é a forma de resolver os problemas no mundo", destacou. Segundo ele, o presidente dos EUA "não considera que se reunir com alguém seja uma concessão".
Ameaças dos EUA
As tensões entre os EUA e o Irã aumentaram no início de janeiro, após a ameaça do presidente Trump de lançar uma intervenção militar, alegando inicialmente como motivo os protestos internos no Irã. Embora as manifestações tenham cessado, Washington manteve a pressão, redirecionando seu argumento para os programas nucleares e de mísseis de Teerã.
No último dia 6, foi realizada em Mascate, Omã, a primeira rodada de contatos indiretos entre os EUA e o Irã sobre a questão nuclear. Após o encontro, Trump afirmou que "o Irã parece muito interessado em chegar a um acordo". O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, também descreveu o ambiente como "positivo" e confirmou a vontade de manter o canal de diálogo aberto.
O presidente da República Islâmica, Masud Pezeshkian, reiterou na quarta-feira (11), na comemoração do 47º aniversário da Revolução Islâmica, que o Irã não busca ter armas nucleares. "Declaramos repetidamente que não buscamos armas nucleares e que estamos dispostos a nos submeter a verificações no âmbito do direito internacional", afirmou.
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Teerã tem assegurado repetidamente estar preparada para responder a qualquer "erro estratégico" dos EUA com golpes "pesados". Além disso, a República Islâmica alertou que um interrompimento completo do enriquecimento de urânio é algo "absolutamente inaceitável" para o país.