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Congresista colombiana denuncia que filho foi detido pelo ICE e sofre 'condições desumanas'

Ángela Vergara afirmou que o jovem está há 18 dias sob custódia nos EUA, mesmo estando em processo legal de asilo.
Congresista colombiana denuncia que filho foi detido pelo ICE e sofre 'condições desumanas'Michael M. Santiago / Gettyimages.ru

A congressista colombiana Ángela Vergara, representante à Câmara pelo Bolívar, denunciou que seu filho está detido há 18 dias pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), apesar de ter entrado legalmente no país e estar aguardando uma audiência de asilo. Vergara ressaltou que o filho vivia legalmente nos EUA e não possui antecedentes criminais.

"Tenho vivido semanas o que milhares de colombianos sofreram no último ano: meu filho retido pelo ICE nos EUA, em condições duras, com medo, incerteza e desgaste emocional profundo", escreveu a congressista na rede social X. Ela destacou que o jovem "nunca cometeu nem mesmo uma infração de trânsito" e vivia "em asilo" enquanto aguardava sua audiência legal, pedindo intervenção do governo colombiano.

"Guardei silêncio porque a dor se vive primeiro de forma íntima e porque acreditei nas garantias que a Justiça norte-americana poderia oferecer. Mas hoje é necessário denunciar", afirmou Vergara.

Membro do Partido Conservador, a parlamentar solicitou formalmente a intervenção do governo colombiano e da Chancelaria. Ela também denunciou que muitos migrantes são tratados "como criminosos sem serem".

De acordo com dados do Projeto de Dados de Deportação, citados pelo jornal El Colombiano, entre o início do segundo mandato de Donald Trump, em 20 de janeiro de 2025, e 15 de outubro do mesmo ano, 6.814 colombianos foram detidos pelo ICE, um aumento de 46% em relação ao mesmo período de 2024.

Os números mostram uma média de 25 detenções diárias e colocam a Colômbia como a sétima nacionalidade mais afetada. Entre os colombianos sob custódia até outubro de 2025, 82% não tinham condenações: 3.331 não possuíam processos judiciais, 2.282 estavam com processos em andamento sem sentença, e 1.201 tinham condenação prévia.