A China assegurou nesta sexta-feira (13) que tomará "todas as medidas necessárias" contra as tentativas de espionagem estrangeira, em resposta à divulgação de um novo vídeo de recrutamento da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) direcionado aos militares chineses.
Ao ser questionado sobre a peça publicitária durante uma coletiva de imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou que Pequim "tomará todas as medidas necessárias para combater com firmeza as atividades de infiltração e sabotagem das forças estrangeiras antichinesas e salvaguardar a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento", e garantiu que os planos desses atores "não terão sucesso".
O último vídeo da CIA foi publicado na quinta-feira (12) em redes sociais, sendo o terceiro de uma campanha para atrair funcionários chineses como espiões para Washington.
Nele, é mostrado um suposto oficial de média patente do Exército de Libertação Popular que participa de reuniões do trabalho e, depois, parece vazar informações confidenciais.
A divulgação desse material ocorre em um contexto de tensões entre os EUA e o gigante asiático. No cenário da América Latina, Pequim rejeitou as declarações de Washington sobre o porto peruano de Chancay, ao qual a Casa Branca classificou como um risco por ficar, supostamente, sob controle de proprietários chineses "predadores", e expressa sua "firme oposição" ao que descreve como uma campanha de difamação. Ao mesmo tempo, afirma que apoiará Cuba diante da severa escassez de combustível, agravada pelo endurecimento das sanções americanas.