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Refinaria cubana pega fogo em meio à crise energética do país

Autoridades cubanas controlam chamas em depósito de refinaria na capital e iniciam apuração sobre o que causou o acidente.
Refinaria cubana pega fogo em meio à crise energética do paísGettyimages.ru / Roberto Machado Noa

Um incêndio tomou conta de um dos armazéns da refinaria de petróleo Ñico López, localizada em Havana, capital de Cuba, nesta sexta-feira (13).

O Ministério de Minas e Energia cubano informou que o fogo já foi controlado. "As causas estão sendo investigadas", acrescentou a pasta em uma breve mensagem publicada na rede social X.

O incêndio ocorreu durante uma crise no fornecimento de petróleo à ilha. O país sofre bloqueio imposto pelo governo dos Estados Unidos, medida que vem sendo questionada por diversas nações, em especial as da América Latina.

Ameaças de Trump 

No dia 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região.

O texto acusa o governo cubano de alinhar-se com "numerosos países hostis", de acolher "grupos terroristas transnacionais", citando Hamas e Hezbollah, e de permitir o desdobramento na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.

Posteriormente, o mandatário informou que seu governo mantém contatos com Havana e indicou que chegarão a um acordo, embora tenha classificado o país caribenho como "uma nação em decadência", que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.

As declarações ocorrem em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi ainda reforçado com numerosas medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.

"Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dita o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos Estados Unidos há 66 anos, e não ameaça, prepara-se, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", declarou o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.

O mandatário afirmou também que "essa nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano com fins puramente pessoais".

Além disso, todas as acusações de Washington foram rejeitadas por Havana, que advertiu que defenderá sua integridade territorial.

Enquanto isso, Moscou expressou "firme disposição de continuar prestando a Cuba o apoio político e material necessário".