
Uma 'mudança de regime' seria 'a melhor coisa que poderia acontecer' ao Irã, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que uma "mudança de regime" seria a melhor coisa que poderia acontecer ao Irã, em meio a suas ameaças de intervir militarmente no país persa.
"Parece que essa seria a melhor coisa que poderia acontecer. Por 47 anos eles têm falado e falado. Enquanto isso, perdemos muitas vidas", declarou Trump ao ser questionado pela Fox News. "Veremos o que acontecerá", concluiu, lembrando que Washington fortalecerá sua presença militar no Oriente Médio.

O mandatário também disse que, para evitar um ataque, Teerã deve oferecer um "acordo adequado".
"Concedam-nos o acordo que deveriam ter nos concedido desde o início. Se nos concederem o acordo adequado, não o faremos [atacar]. Mas, como você sabe, historicamente eles não o fizeram”, respondeu Trump.
Nesse sentido, ele acrescentou que, embora as autoridades do Irã tenham a intenção de dialogar, "até agora eles falaram muito e não fizeram nada".
Escalada de tensões
As tensões entre EUA e Irã escalaram no início de janeiro, após a ameaça do presidente Trump de realizar uma intervenção militar, alegando inicialmente como motivo os protestos internos no Irã. Embora as manifestações tenham cessado, Washington manteve a pressão, redirecionando seu argumento para os programas nucleares e de mísseis de Teerã.
No último dia 6, realizou-se em Mascate, Omã, a primeira jornada de contatos indiretos entre EUA e Irã sobre a questão nuclear. As consultas ocorreram de forma separada, com o ministro das Relações Exteriores da República Islâmica, Seyed Abbas Araghchi, e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, reunindo-se por turnos com o chanceler omanense, Badr bin Hamad Al Busaidi, que atuou como mediador.
Após o encontro, Trump declarou que "o Irã parece muito interessado em chegar a um acordo". Por sua vez, Araghchi também descreveu o ambiente como "positivo" e confirmou a vontade de manter o canal de diálogo aberto. No entanto, Teerã tem assegurado em repetidas ocasiões que está preparada para responder a qualquer "erro estratégico" dos EUA com golpes "pesados". Além disso, alertaram que um cessar completo do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável" para a nação persa.
Na terça-feira (10), o presidente americano anunciou que estava considerando enviar um segundo porta-aviões ao Oriente Médio, a fim de se preparar para uma ação militar caso as negociações com o Irã fracassassem. "Temos uma armada que se dirige para lá e outra poderá estar a caminho", disse Trump.

