O presidente da Federação Internacional de Hóquei no Gelo, Luc Tardif, declarou na quinta-feira (12) que deseja o retorno da Rússia e de Belarus às competições internacionais "o mais rápido possível". A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em Milão, informou o jornal The New York Post.
Desde 2022, o Comitê Olímpico Internacional proibiu as seleções nacionais da Rússia e de Belarus de competirem em eventos internacionais. Atletas individuais desses países podem participar sob status neutro, desde que passem por um rigoroso processo de verificação.
As sanções foram aplicadas aos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e aos Jogos de Inverno de 2026, em Milão.
'Manter a política fora'
"Queremos o mais rápido possível Belarus e os russos de volta. Porque, primeiro, isso significará que o mundo estará um pouco melhor", afirmou Tadif aos jornalistas.
O chefe do esporte citou a "situação geopolítica" e preocupações com a "segurança" dos atletas como razões para que o Comitê não permita a participação das equipes dos dois países. No entanto, reconheceu que a decisão pode ter caráter político.
"Tentamos manter a política fora da nossa competição, mas às vezes isso não é tão fácil", declarou.
Autoridades russas têm acusado repetidamente países ocidentais de pressionarem federações esportivas para excluir atletas russos por razões políticas.
O presidente Vladimir Putin afirmou que a liderança do Comitê Olímpico Internacional está "violando flagrantemente os ideais olímpicos que deveria defender", enquanto o ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, acusou o Ocidente de promover "agressão esportiva".