Trump confirma que segundo porta-aviões seguirá em breve para o Oriente Médio

Presidente dos EUA condiciona o envio do navio à falta de um entendimento com Teerã, mas garante que a embarcação está pronta para partir.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a repórteres nesta sexta-feira (13) que um segundo porta-aviões está prestes a zarpar rumo ao Oriente Médio.

"Se não chegarmos a um acordo, precisaremos dele", explicou o mandatário. "Se o acordo acontecer, nós o cancelaremos. Ele partirá muito em breve, [e já] temos um por lá, que acabou de chegar", acrescentou.

"Ele está de prontidão", detalhou Trump, referindo-se ao segundo navio.

As tensões entre EUA e Irã escalaram no início de janeiro, após a ameaça do presidente Trump de realizar uma intervenção militar, alegando inicialmente como motivo os protestos internos no Irã. Embora as manifestações tenham cessado, Washington manteve a pressão, redirecionando seu argumento para os programas nucleares e de mísseis de Teerã.

No último dia 6, realizou-se em Mascate, Omã, a primeira jornada de contatos indiretos entre EUA e Irã sobre a questão nuclear. As consultas ocorreram de forma separada, com o ministro das Relações Exteriores da República Islâmica, Seyed Abbas Araghchi, e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, reunindo-se por turnos com o chanceler omanense, Badr bin Hamad Al Busaidi, que atuou como mediador.

Após o encontro, Trump declarou que "o Irã parece muito interessado em chegar a um acordo". Por sua vez, Araghchi também descreveu o ambiente como "positivo" e confirmou a vontade de manter o canal de diálogo aberto. No entanto, Teerã tem assegurado em repetidas ocasiões que está preparada para responder a qualquer "erro estratégico" dos EUA com golpes "pesados". Além disso, alertaram que um cessar completo do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável" para a nação persa.

Na terça-feira (10), o presidente americano anunciou que estava considerando enviar um segundo porta-aviões ao Oriente Médio, a fim de se preparar para uma ação militar caso as negociações com o Irã fracassassem. "Temos uma armada que se dirige para lá e outra poderá estar a caminho", disse Trump.