O presidente de Moçambique, Daniel Chapo, está em Adis Abeba, na Etiópia, para a 39ª Cúpula da União Africana. De acordo com informações de veículos africanos, ele fez nesta sexta-feira (13) um apelo à comunidade internacional por apoio à reconstrução do país, atingido por inundações recentes.
As tempestades afetaram mais de 723 mil pessoas nas regiões sul e centro, segundo o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). Os dados indicam ainda que 90 mil pessoas recorreram à ajuda humanitária.
O país está ainda sob a ameaça da tempestade tropical Gezani. "Vem aí o ciclone e queria aproveitar esta ocasião para reiterar o esforço que está sendo feito em nossa terra", disse o presidente, de acordo com a RFI.
O presidente moçambicano disse ainda ser essencial reduzir os danos causados pela tempestade e que, depois, "de passar o ciclone, precisamos estar lá para avaliar os danos e fazer um plano de recuperação pós-ciclone e pós-cheias à altura do nosso país", concluiu.
Segundo informou o jornal Correio da Manhã, o governo estima prejuízos de US$ 644 milhões (R$ 3,3 bilhões) em infraestrutura e "assume que não basta reconstruir, é necessário planificar melhor para proteger mais, reduzir perdas e garantir resultados duradouros", como afirmou o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa.
Ainda de acordo com o jornal, União Europeia, Estados Unidos, Portugal, Noruega e Japão, além de países vizinhos, já enviaram ou confirmaram o envio de ajuda humanitária.
39ª Cúpula da União Africana
A 39ª Cúpula da União Africana marca a passagem da presidência de Angola para Burundi, sob liderança de Évariste Ndayishimiye, que assume a mediação de crises como os conflitos no Sudão e entre a RDC e Ruanda.
A agenda inclui temas como o reconhecimento da Somalilândia por Israel, a suspensão da Guiné-Bissau e o retorno de Guiné-Conacri e Gabão à organização, além do balanço da gestão de Mahamoud Ali Youssouf na Comissão.
O encontro também conta com a participação da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, voltada a reforçar o Plano Mattei de investimentos no continente africano.