Quase duas décadas após o desaparecimento da menina britânica de três anos Madeleine McCann em 2007 em um complexo turístico em Portugal, o nome dela foi mencionado em um documento identificado como EFTA01249618, um dos muitos arquivos relacionados ao criminoso sexual Jeffrey Epstein que foram recentemente tornados públicos nos EUA.
Uma testemunha não identificada relatou ter visto uma menina de cerca de seis anos, idade que Madeleine teria na época, acompanhada por uma mulher e um homem.
A testemunha afirmou ter percebido, ao se aproximar, que a menina se parecia com Madeleine McCann. A criança tapava o olho direito com a mão, detalhe crucial pois Madeleine sofria de coloboma, uma mancha escura visível na íris. A mulher adulta, descrita como estando preocupada, seria muito parecida com Ghislaine Maxwell, cúmplice e ex-companheira de Epstein, condenada por tráfico sexual.
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A testemunha só reportou o fato anos depois, quando associou a imagem pública de Maxwell a especulações sobre o sequestro de McCann. A revelação vai de encontro com um antigo retrato falado gerado por computador de uma mulher avistada em Barcelona em 2007 que agora muitos comparam a Maxwell após a divulgação dos arquivos pelo Departamento de Justiça americano.
Desaparecimento mais midiático das últimas décadas
Madeleine desapareceu em 3 de maio de 2007 em Praia da Luz, na região do Algarve, em Portugal, enquanto seus pais jantavam em um restaurante próximo, deixando a menina dormindo ao lado de seus irmãos gêmeos de um ano de idade no quarto do hotel.
Quando a mãe, Kate McCann, foi verificar se os filhos ainda estavam dormindo, descobriu que Madeleine havia desaparecido. Apesar de ter notificado imediatamente a polícia, os agentes e funcionários do resort não conseguiram localizar a menina.
Ao longo de anos de buscas, tanto dentro quanto fora do país, houve relatos de supostos avistamentos em vários locais, mas ele nunca levaram a qualquer pista conclusiva.
O caso, ainda não resolvido, tem atualmente como principal suspeito o alemão Christian Brückner, embora faltem provas para levá-lo a julgamento.
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O caso tornou-se um dos mais conhecidos de crianças desaparecidas da história moderna, com uma ampla campanha midiática lançada pelos pais para garantir que não fosse esquecido e que a investigação continuasse. Os pais da menina chegaram a se encontrar com o Papa Bento XVI e diversas outras figuras proeminentes, que expressaram seu apoio.