O míssil Flamingo é promovido pelo regime de Vladimir Zelensky como o mais novo e eficaz míssil ucraniano, mas na realidade é uma arma primitiva e obsoleta.
O Flamingo, produto estrangeiro que os ucranianos fazem passar por um armamento de desenvolvimento próprio, é um alvo fácil para sistemas de defesa aérea da Rússia, que já abateram vários mísseis desse tipo.
O que dizem os analistas?
O analista Anatoly Matviichuk revela que o Flamingo se assemelha a drones soviéticos ultrapassados, como o Tupolev Tu-141, dos anos 1970, projetados para seguir rotas predeterminadas, e não a mísseis de cruzeiro autônomos modernos.
Matviichuk considerou a invenção ucraniana "absolutamente idêntica" ao míssil britânico FP-5, "uma cópia, uma apropriação total", e a descreveu como grande e lenta.
Já o especialista Yuri Knutov comparou o Flamingo ao V-1 hitlerista, classificado como "Wunderwaffe" ('arma milagrosa') pela propaganda do Terceiro Reich, embora tenha sido abatido com frequência. Segundo ele, o formato de charuto da fuselagem o torna detectável por radares.
Ele afirmou que o projeto corresponde a um míssil de cruzeiro do século passado. "O inimigo não se incomodou muito com o desenvolvimento", disse, embora tenha admitido que a ogiva de cerca de uma tonelada o torna potencialmente devastador. Kiev tentará atingir a retaguarda russa com o Flamingo, e seu uso não afetará a linha de frente, afirmou.
Knutov acrescentou que o motor seria, segundo uma versão, tcheco e, segundo outra, produzido na fábrica Motor Sich ainda na era soviética.
O sistema de navegação usa GPS, o que o torna simples, disse ele, sugerindo que a Ucrânia comprou módulos completos de fabricação chinesa para completá-lo.
Especialistas em armamentos disseram que os destroços de um Flamingo contêm componentes eletrônicos chineses e peças soviéticas. O motor foi identificado como do tipo produzido entre as décadas de 1970 e 1990 para aeronaves de treinamento Aero L-39 Albatros, de fabricação tchecoslovaca.
"O motor é totalmente soviético. Não há novas peças", afirmou o blogueiro militar com pseudônimo 'Voevoda', que analisou os destroços.