'Seguimos lutando por liberdade': Eduardo Bolsonaro publica foto com Ramagem e Allan dos Santos nos EUA

Ex-deputado afirmou que não pode retornar ao Brasil e relatou bloqueio de contas, separação familiar e restrições profissionais.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou uma foto na quinta-feira (12) nos Estados Unidos junto ao jornalista Allan dos Santos e ao ex-deputado federal Alexandre Ramagem.

"Não podemos retornar à nossa pátria, mas ao menos estamos livres! Em comum: seguir lutando por liberdade", escreveu Eduardo em rede social.

Eduardo declarou que, conjuntamente, eles enfrentam dificuldades de separação de familiares, bloqueio de contas bancárias, restrições para exercer atividades profissionais. Foragidos da Justiça brasileira, Allan e Ramagem negam o mérito das acusações contra eles movidas e alegam ser vítimas de censura e perseguição política.

"Se o regime tenta nos intimidar, a nossa resposta é perseverança. 'Não parar, não precipitar, não retroceder'", finaliza a publicação.

Foragidos

Alexandre Ramagem vive atualmente nos Estados Unidos. Delegado da Polícia Federal desde 2005, foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência durante o governo de Jair Bolsonaro.

Ele deixou o país em setembro do ano passado após condenação de 16 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão em regime fechado, pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Assim como Eduardo Bolsonaro, Ramagem teve seu mandato parlamentar cassado pela mesa diretora da Câmara dos Deputados em dezembro.

Allan dos Santos está foragido desde 2021. Em 5 de outubro daquele ano, o ministro Alexandre de Moraes decretou sua prisão preventiva no âmbito dos inquéritos das fake news e das milícias digitais, que apuram a suposta existência de uma organização criminosa voltada à disseminação de notícias falsas. Desde então, o jornalista reside nos Estados Unidos.

Ele foi condenado a 1 ano, 7 meses e 1 dia de detenção em regime aberto pelo crime de calúnia, em decisão mantida pelo Supremo Tribunal de Justiça em novembro, por comentários contra a cineasta Estela Renner em 2017, acusando-a de "colocar maconha na boca dos jovens".