O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, agradeceu à presidente do México, Claudia Sheinbaum, pelo recente envio de ajuda humanitária à ilha.
"Obrigado, querida Claudia Sheinbaum", escreveu Díaz-Canel em seu canal no Telegram. Segundo ele, a assistência representa muito mais do que apoio material.
O presidente cubano destacou que a iniciativa transmite "solidariedade, amizade e a exemplar história de soberania e respeito ao direito alheio que distinguem o México".
Ameaças de Trump
No dia 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva declarando "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região. O texto acusa o governo cubano de alinhar-se com "numerosos países hostis", de acolher "grupos terroristas transnacionais", citando Hamas e Hezbollah, e de permitir o desdobramento na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
Posteriormente, o mandatário informou que seu governo mantém contatos com Havana e indicou que chegarão a um acordo, embora tenha classificado o país caribenho como "uma nação em decadência", que "já não conta com a Venezuela" para se sustentar.
As declarações ocorrem em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi ainda reforçado com numerosas medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.
"Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dita o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos Estados Unidos há 66 anos, e não ameaça, prepara-se, disposta a defender a pátria até a última gota de sangue", declarou o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
O mandatário afirmou também: "Essa nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano com fins puramente pessoais".
Além disso, todas as acusações infundadas de Washington foram rejeitadas sistematicamente por Havana, que advertiu que defenderá sua integridade territorial.
Enquanto isso, Moscou expressou sua "firme disposição de continuar prestando a Cuba o apoio político e material necessário".