A Rússia criticou nesta quinta-feira (12) o acordo de cooperação nuclear civil firmado entre a Armênia e os Estados Unidos durante a visita do vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, a Ierevan. A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
Segundo Zakharova, a Armênia servirá como "campo de testes" para tecnologias dos Estados Unidos que, de acordo com ela, "não foram testadas". O acordo, estimado em até 9 bilhões de dólares (R$ 46 bilhões), abre caminho para a instalação no país de pequenos reatores modulares de fabricação norte-americana.
"A Armênia será utilizada com seu próprio dinheiro como campo de testes para tecnologias americanas que, na realidade, simplesmente não foram testadas", enfatizou.
A porta-voz afirmou que o acordo não representa um investimento direto de Washington e que os custos do projeto, que podem ser "consideravelmente superior ao estimado", serão arcados por Ierevan. Zakharova também questionou a viabilidade das tecnologias previstas.
"As usinas nucleares de baixa potência previstas ou oferecidas por Washington (…) não apenas não existem no território dos Estados Unidos, como não existem em absoluto; só existem no papel", declarou.