O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou nesta quinta-feira (12) que Pequim "se opõe firmemente e deplora" o que classificou como falsas acusações e desinformação dos Estados Unidos a respeito das obras e da gestão do Porto de Chancay, no Peru.
A declaração foi dada após o Departamento de Estado norte-americano manifestar "preocupação" com a possibilidade de o Peru se tornar "incapaz de supervisionar" o empreendimento sob controle chinês e advertiu que "dinheiro chinês custa soberania".
Impacto transformador
Desde sua inauguração em 14 de novembro de 2024, em cerimônia liderada pelo presidente chinês Xi Jinping e pela presidente interina do Peru, Dina Boluarte, o megaporto de Chancay tem se destacado como um projeto com impacto transformador para o comércio regional e global.
O empreendimento, financiado e operado majoritariamente por empresas chinesas como a COSCO Shipping Ports e integrado à iniciativa Belt and Road, é projetado para reduzir significativamente os tempos e custos logísticos entre a América do Sul e a Ásia, conectando diretamente rotas marítimas e fortalecendo a posição do Peru como um hub estratégico de comércio internacional.
O Chancay tem impulsionado rotas comerciais diretas, como a ligação marítima com Xangai, que movimentou cerca de US$ 760 milhões em importações e exportações e quase 200 mil toneladas de carga no período de um ano. Além disso, o projeto já gerou milhares de empregos diretos, com estimativas de 8 mil empregos relacionados às operações e à cadeia logística.